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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

O BLUES DE NOVA BABEL: A DANÇA DESSA NOITE (ATO 3)


Escrito por
MIKE WEVANNE

3.

Obs: leia as partes anteriores dessa história pelos links no final do post.

Susane trocou o traje do balé pelo jeans justo e pela camiseta de mangas rasgadas. A roupa dava a ela um ar rebelde, mas não escondia a delicadeza dos movimentos com que ela fazia qualquer coisa. O assunto sobre o qual as amigas estavam conversando não a agradava ao ponto de lhe roubar o ânimo, mas ela sabia que o sábado não ia acabar ali, com o fim da tarde de ensaio. As três estavam terminando de se trocar enquanto acertavam seus assuntos. Além de colegas na companhia de dança Voo dos Cisnes, também trabalhavam juntas no hotel Nichibotsu.

— Eles vão chegar na terça-feira. Vai dar tudo certo. — Carina tentou afugentar o medo das amigas enquanto tentava disfarçar o próprio.

Susane sabia daquela farsa. Sorriu um sorriso sem lastro de alegria que fosse suficiente para Carina não perceber seu desconforto. Apenas Hina comprou as duas mentiras, porque não se importava e porque sabia que as três estavam afundadas demais no problema para fazer algo a respeito, então não queria se preocupar com o que não tinha solução. Então elas voltaram a discutir sobre onde iriam passar a noite de sábado.

— Ouvi falar que o Última Chance tá fechado. A polícia não bateu lá ou coisa assim?

— Foi um assassinato. Um cara atirou noutro. Mas acho que já abriram de novo. — Carina adorou a oportunidade para mudarem de assunto.

— Não sei… Vamos pro Cantina Luna então? Eu amo a banda que vai tocar lá essa noite, a versão deles de “Todo carnaval tem seu fim” é linda! — Hina seguiu tocando a empolgação que Carina queria puxar. Era uma coisa que as duas faziam.

A notícia sobre o Última Chance fez Susane sentir calafrios. Polícia, crime e morte foram imagens que lhe obscureceram de vez o humor. O gerente o Nichibotsu as envolvera em algo ilegal e elas estavam numa situação onde não tinham muita escolha: de um lado a ameaça velada presente no caso de rejeitarem, do outro o dinheiro oferecido, um valor bom demais para dispensar. Em algumas semanas a companhia ia sair em sua primeira apresentação fora do país e elas precisavam da grana para custear a viagem. Susane não achava que a necessidade era suficiente para a impedir de amaldiçoar a situação.

Terça-feira.

Terça-feira ela, Carina e Hina iriam entrar num esquema de tráfico de drogas debaixo do nariz dos donos do Nichibotsu, tudo articulado pelo gerente e executado por um punhado de pau mandados que trabalhavam no hotel, incluindo as três amigas. A ansiedade fazia o estômago de Susane revirar.

Débora chegou e interrompeu a conversa com um beijo em Susane, depois cumprimentou as demais. Quando voltou a olhar para a namorada percebeu que tinha algo a perturbando.

— O que houve? O que vocês fizeram com a Susane?

Carina e Hina se olharam por alguns segundos, não gostaram do tom com que aquilo foi dito.

— Não fizemos nada, ela quem está de mal com a vida hoje. Nós estamos indo pro Cantina Luna, tu vai com a gente? — O rosto de Hina tinha um sorriso cínico e sonso estampado que só as amigas viam que estava ali. Porque Hina já sabia da resposta da irmã antes mesmo de ter perguntado.

— Ah, não… Tô cansada por hoje. Tudo bem? — Ela terminou de se trocar e desabou num banco, um pouco desconcertada por não querer acompanhar o rolê delas. Era a reação que Hina queria provocar para mudar o foco da conversa.

Susane acenou e sorriu condescendente. Mais uma mentira em que apenas Carina lhe seria cúmplice.

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Quando chegaram ao Cantina Luna o lugar já estava cheio, mas conseguiram uma das várias mesas que tomavam a calçada e pediram cerveja e batatinhas. Qualquer sombra que houvesse passado durante aquela conversa no vestiários da companhia tinha desaparecido. Mas não para Susane. Naquela noite, excepcionalmente, ela não acompanhava a jovialidade típica do trio. Tinha minhocas na cabeça. Pior, mais pareciam serpentes lhe envenenando o espírito.

Carina sabia do estado emocional da amiga mas preferia continuar o ritmo e aproveitar a noite. Eventualmente no meio do caminho ela resgataria Susane daquele humor sombrio. Hina a seguia, como de costume. As duas eram unha e carne, de modo que se alguém se metesse diante do trem desenfreado que a dupla formava, seria altamente recomendável sair da frente.

Depois de poucas horas e muita cerveja, as três entraram num dos ambientes internos do Luna onde ficava o palco. Quando a banda Egonia começou a se apresentar e o público provocou uma onda contagiante de agitação e calor, Carina percebeu o fracasso do seu plano de fazer com que Susane entrasse no mesmo barco em que ela e Hina estavam, então já julgava a amiga um caso perdido para aquela noite. A dupla pegou a mão uma da outra e foram dançar, seguindo adiante no mar da madrugada. Foi durante o cover de “Todo carnaval tem seu fim” que deixaram definitivamente Susane náufraga para trás.

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Tudo em volta de Susane eram sombras e sorrisos desconhecidos. Seus sentidos estavam ofuscados por um véu levantado pelo álcool e pela euforia coletiva. Ela não queria estar ali. Até mesmo a alegria das duas amigas cantando e dançando juntas, possuídas pelo alvoroço provocado pela música, fazia com que se sentisse mal.

Dali a um mês a companhia faria uma apresentação internacional, um grande passo para a sua carreira, era algo excitante demais. Dali a três dias ela entraria num esquema criminoso para pagar pela viagem. Ela queria muito aproveitar a noite com as amigas mas não conseguia, estava sob uma bruma que lhe turvava as emoções.

Então seu olhar trombou com outro igualmente perdido. A feição estranha de alguém que parecia estar debaixo da mesma sombra que ela. Com os olhares presos um no outro, Susane sentiu ele buscar algo dentro dela, um calafrio fez seu rosto empalidecer. Não que ele pudesse ver na escuridão das luzes piscantes e talvez por isso ele tenha chegado mais perto, mas quando isso aconteceu o rosto de Susane já havia recuperado o rubor. A invasão era mútua.

Ela olhou para as amigas, que já tinham decidido tomar um rumo diferente do dela, e foi conhecer o estranho. Depois de alguns minutos Jack não era mais tão estranho e os dois ficaram mais próximos. Fisicamente também. Principalmente. A dança levou a um abraço e o abraço levou a um beijo e o beijo a outro beijo. Que exigiu mais.

Conversaram bastante. Susane sentiu que Jack estava tão desesperado quanto ela, ambos queriam se desligar por algumas horas, e tiveram certeza de que seriam uma ótima companhia um pro outro no curso de ação para realizar esse desejo.

“Vou para casa. Amanhã eu falo com vocês. Se cuidem.” — Foi a mensagem que Susane enviou pro celular de Hina. Deixando para trás as sombras que estavam lhe assombrando naquela noite para escolher sombras mais aconchegantes onde se aninhar. Mesmo se tratando do kitnet apertado e abafado do Jack, mas eram aconchegantes mesmo assim.

FIM

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Saudações joviais, 3d6 leitores!

É isso. Mais uma história encontra seu desfecho, abrindo caminho para uma nova... 

Gostaram do conto? Deixem comentários sobre o que acharam, suas impressões e críticas também! Assim posso saber onde estou acertando e onde estou errando para poder melhorar cada vez mais o conteúdo do blog!

E o que virá? Fiquem a vontade para deixar sugestões! Gostariam de mais uma história de O BLUES DE NOVA BABEL? Ou preferem voltar à CARONTE? Algo novo? Tem muita coisa massa que quero contar aqui no blog!

Vamos descobrir na próxima sexta-feira com o favor das Musas!

Bons ventos.

PS: se você chegou aqui antes de ler os capítulos anteriores de "A Dança dessa noite", você pode encontrar a parte 1 neste link e a parte 2 aqui.

— MWXS

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

O BLUES DE NOVA BABEL: A DANÇA DESSA NOITE (ATO 2)


Escrito por
MIKE WEVANNE

Obs: siga este link para ler o capítulo anterior.

2.

Jack acertou um direto no queixo do idiota que resolveu não sair da frente do seu punho. Atordoado, o cara caiu de bunda no chão. O resto da turma não se intimidou, estavam confiantes na superioridade numérica. Jack não os recriminou. O resultado de uma briga de quatro contra um era fácil de prever. Então achou que dar meia volta e sair correndo era a melhor aposta.

Banducci não era o bairro ideal para se livrar de uma perseguição a pé: os longos quarteirões murados das fábricas espalhadas pela região faziam com que a paisagem fosse uma monotonia cinzenta de asfalto e concreto, pouco propícia para encontrar vias alternativas para alguém em fuga.

Assim como o problema de um cão feroz não é o latido mas a mordida, as ameaças não lhe preocupavam. Ser apanhado, sim. Tentou parar um ônibus, sem sucesso, além do mais quase foi atropelado. Atravessou a rua mesmo assim, esperando que a sorte o seguisse logo atrás. Por pouco escapou de uma moto, então sim. Quando chegou do outro lado da rua espiou os seus perseguidores. Haviam parado para esperar o trânsito. Jack mostrou o dedo do meio e voltou à corrida.

Quando dobrou a esquina com os pulmões estourando, torcendo pra santa também ouvir o aperreio dos ateus, encontrou um boteco aberto. Entrou e pulou para detrás do balcão. Quando o dono do lugar já estava preparado para protestar sobre aquilo, Jack abriu a carteira e lhe deu uma nota de 50. Pouco depois ele ouviu vozes alvoroçadas vindas do lado de fora, ouviu o dono do bar dizendo aos estranhos que havia visto um homem correndo e pulando um muro de uma das fábrica ao lado.

Momentaneamente fora de perigo, Jack pediu uma dose de pinga. Foi embora antes que precisasse responder as perguntas do homem que já tinha adotado a postura do “velho sábio que dava sabedoria aos jovens tolos”. Foda-se. Jack não precisava de filosofia de cabeça branca. Ele precisava ferrar algumas pessoas antes de ser ferrado por elas.

Voltou atento pra rua. Ficou aliviado de ver que os seus perseguidores não estavam por perto. Apertou o passo até a parada de ônibus e pegou o primeiro que passou. A tempo de ver o grupo de lazarentos correr logo atrás, ensandecidos para lhe dar uma surra. Talvez merecida. Eles mandaram o motorista parar. Jack mentiu dizendo que eram assaltantes. Não parou.

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O tempo que levou para chegar ao Centro foi o tempo do céu trocar do rubro da tarde pro escuro da noite. Quando Jack encontrou uma rua conhecida, fez sinal e desceu do ônibus.

Seu punho estava dolorido e a fuga ainda lhe embrulhava o estômago. Ele sabia que escapar da surra tinha sido uma solução temporária para o verdadeiro problema. Foda-se. Jack não precisava pesar os problemas. Ele precisava de álcool. Não resolveria porra nenhuma, mas poria seus nervos no lugar.

O Cantina Luna era o bar mais próximo de onde estava. Viu os garçons arrumando as mesas na calçada, achou uma onde se acomodar e acenou para alguém atendê-lo. O lugar não ia demorar para ficar cheio de gente. O público dali não era o preferido de Jack, apesar de que as gentes bonitas que o frequentavam eram sempre um colírio, geralmente tinham o nariz empinado demais. A maioria era gente boa, mas que olhava torto para qualquer um que não se encaixasse em seus padrões sociais fúteis.

Futilidade era um remédio que Jack conhecia bem quando não dava conta do estresse. Lembrou das frases baratas de Marco tiradas de algum lugar que ninguém se importava — “Um homem sente-se bem de vez em quando ao exterminar as suas virtudes”.

Talvez ele conseguisse encontrar Vittorio no dia seguinte e resolver as coisas. Amaldiçoou o dia em que inventou de se intrometer em assunto que não era da sua conta — “Jack é nome de herói” —. Amaldiçoou o dia em que seu pai vinha com esse discurso para lembrar o motivo de ter lhe dado esse nome. Teria lhe poupado muitas surras na vida se aquela merda não tivesse sido enfiada em sua cabeça.

Três cervejas depois o Cantina Luna já estava fervilhando de gente. Além das mesas na calçada, o lugar tinha dois ambientes internos, com o bar e um palco onde eram realizados show nas noites de sábado. Uns cartazes anunciavam que a banda Egonia ia tocar naquela noite.

Enquanto esperava a quarta cerveja, a atenção de Jack foi de encontro às risadas vindas de uma mesa ao lado. Um grupo de mulheres conversando, todas eram bonitas e esbeltas, de maneira que o álcool fez com que ele ficasse curioso e engajado na brincadeira silenciosa de imaginar de onde tinham vindo. Foi quando percebeu entre elas uma pequena estrela cujo brilho não estava tão intenso. Alguma coisa tinha lhe roubado a alegria. Ela era baixa, pele escura, com o olhar distante, e ao contrário das amigas, seu sorriso saia sem muito ânimo.

Durante a quinta cerveja Jack encontrou uma amiga. Monique apareceu e lhe convidou para ir pro show daquela noite. Todos sabiam que era impossível discutir contra a empolgação dela, então Jack nem tentou e foi junto. As músicas da Egonia eram inspiradas. A juventude dos integrantes transpirava uma energia que Jack não tinha mais, mas sentia saudades.

Entre essa breve euforia causada pela música, pelo álcool e pela companhia da amiga, Jack reencontrou o grupo de mulheres que tinham lhe chamado a atenção do lado de fora do bar. Elas continuavam animadas, curtindo a balada da banda e a energia do Cantina… Exceto uma delas.

Ela e Jack seguiam seu próprio caminho através da noite. Pela penumbra do ambiente e pelas luzes intermitentes. Pela vibração das pessoas em volta e a pulsação da música ressoando no ar. Então seus olhares se cruzaram. Imediatamente os fantasmas que ambos escondiam dentro de si fizeram com que um se atraísse pelo outro. Foi assim que Susane conheceu Jack.

Eles não viram o final do show da Egonia. Antes disso encontraram algo um no outro, deram as mãos e foram embora do Cantina Luna. Fugidos de todo o barulho e das pessoas. Foram terminar sua noite em outro lugar. O quitinete onde Jack morava era uma espelunca, mas ele se julgava um bom anfitrião.

CONTINUA

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Saudações joviais.

Seguimos nossos passos por Nova Babel, mas agora olhando para trás. O que mais vamos descobrir?

Para aqueles que estiverem gostando da viagem, fiquem a vontade para deixar comentários com suas impressões, sugestões ou críticas. E se o texto merecer, que tal compartilhar com os amigos nas redes sociais?

Bons ventos.

(E até o próximo ato de A DANÇA DESSA NOITE)

PS: leia a continuação de "A dança dessa noite" seguindo este link!

— MWXS

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sexta-feira, 5 de junho de 2020

O BLUES DE NOVA BABEL: A DANÇA DESSA NOITE (ATO 1)



Escrito por
MIKE WEVANNE

1.

O quarto escuro abrigava dois vultos debruçados um sobre um outro. A madeira da cama rangia, mas suportava toda aquela tensão acumulada entre as duas pessoas. Depois que ambos passaram por maus bocados no dia anterior, encontraram um ao outro feito um náufrago encontra um bote salva vidas.

Já haviam perdido a noção do tempo que havia passado. Seus corpos suados enfrentando um calor intenso demais para o ventilador que soprava incerto de estar cumprindo seu dever. Jack usou os dentes para prender um murmúrio e em vez disso o que escapou foi um som gutural. O abdome de Susane estremeceu, ela o prendeu entre as pernas e o envolveu com os braços. Seus dedos cravaram nas costas de Jack, os dentes dele cravaram no pescoço dela, e a dor de ambos se embaralhou com o prazer.

Ele a abraçou forte também. Dois corpos se misturando, uma massa de carne espiralada onde o casal confundia tanto a pele suada quanto a palpitação do coração um do outro. Os lábios não descansavam, mesmo quando ocasionalmente buscavam ar. Susane e Jack se afogavam um no outro.

E gozaram.
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Jack acordou ainda enrolado no corpo de Susane. Na penumbra do quarto ele escorregou para fora da cama e tateou o chão até encontrar a camisinha que tinha jogado fora. Usada e amarrada num nó. Depois achou o controle da TV e ligou num canal qualquer para conseguir alguma iluminação. No meio do caminho até o banheiro apanhou a cueca e o maço de cigarros.

Quando voltou para o quarto, que também era sala e cozinha do quitinete em que morava, sentou na única poltrona que tinha, puxou a garrafa de cachaça que estava próxima. Divagou sobre a noite agourenta que havia tido antes de encontrar Susane. Virou uma dose da pinga e reparou que a TV exibia um filme erótico. Jack não sabia que ainda passavam aqueles filmes nas madrugadas entre os sábados e os domingos. Algo reacendeu dentro dele. Sentiu a pressão aumentar dentro da cueca. Apagou o cigarro, tomou outro gole de cachaça e voltou para a cama.
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Susane não estava dormindo. Aquele calor desgraçado a mantinha acordada e ela estava pensando sobre os problemas do dia anterior. No escuro sentiu um movimento ao lado dela e o corpo de Jack escapuliu do abraço em que os dois estavam embolados. Pouco depois a TV foi ligada e ajudou na iluminação. Susane o viu vestindo a cueca e indo até o banheiro.

Aquela não era a noite mais confortável que tinha tido, mas a companhia estava valendo o aperreio. Principalmente pela fuga que representava. Os dois não poderiam ter se encontrado numa noite mais propícia: buscavam um pouco de loucura para esquecer do bom senso que os obrigava a lidar com os problemas que estavam enfrentando. Terminaram encontrando um ou outro. Então veio o jogo em que se envolveram: de olhares, de palavras, de sorrisos, de intenção… Cujo desfecho os levou até aquele quarto calorento.

Desconfortável, mas a companhia valia.

Quando Susane reparou no que estava passando na TV, viu um homem e uma mulher transando próximo a uma grande fornalha de fábrica. Os dois estavam suados como ela mesma estava. Excitados como ela mesma estava.

Um calafrio correu pela sua pele quando sentiu o corpo de Jack se encaixar no seu. O abraço dele não era a única coisa que estava firme. Então se perderam novamente na loucura um do outro.

Porque a manhã os esperava com todos os problemas. Mas aquela noite pertencia somente a eles.


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Saudações joviais!

Nessa nova história vamos explorar um novo mundo e uma nova temática... Numa pincelada noir, vamos explorar alguns personagens na cidade de Nova Babel. Espero que essa espiada faça valer a viagem!

Sem mais, quem chegar até aqui, peço que deixe um comentário com sua experiência de leitura: impressões, sugestões e críticas. Agradeço muito a força para que eu siga escrevendo e melhorando o conteúdo no blog! E se o texto merecer, compartilhe com os amigos nas redes sociais!

Próxima sexta-feira veremos o segundo ato de "A dança dessa noite"!

Bons ventos.

MWXS
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